Desde pequena eu sempre soube que queria me formar, seja lá no que fosse.
(taí o bichim, hoje em dia... hehe)
Até hoje só aprendi a tocar 05 músicas das quais já esqueci 03 e das que ainda sei, posso citar: Atirei o pau no gato e o tema do Airton Senna nas corridas...
Ou seja, NÃO DEI PARA MÚSICO... (ainda tento mas, nenhum me quer... kkkkk, perdão, assumo q essa foi triste)
Ainda criança eu ficava me maquiando e me vestia com as roupas da minha mãe e com seus saltos altíssimos ía para a frente do espelho apresentar meus programas, mas tenho uma péssima dicção, sou um pouco gaga...
NÃO DEI PARA APRESENTADORA.
Talvez por assistir muita TV, novelas, filmes, eu vivia (ou achava que vivia) num mundo de fantasia, que existiam pessoas somente boas ou somente más e que até então, e graças a Deus, só conhecia pessoas boas e que eu era dentre elas, ESPECIAL... mesmo não correspondendo a realidade me achava bonita, inteligente... (eu era só um criança, tadinha... hehe).
Mesmo antes de fazerem aquele filme Show de Thruman e inventarem os Big Brothers da vida, eu já imaginava que vivia em um filme, que me observavam, que eu representava um personagem e sendo, claro, a atriz principal. Então, sozinha, fazia algumas cenas, imaginava a trilha sonora e fazia caras e bocas, tipo, clip musical...
Vocês devem estar pensando: Essa bichinha era doida... Mas eu me defendo: Eu só tinha uma imaginação fértil, dá licença?! hehe
Bem... continuando...
Eu poderia ter sido atriz já que possuía um boa memória também, mas nunca isso me interessou de fato.
NÃO DEI PARA ATRIZ.
Escrevi alguns poemas, mas os considero um fracasso...
Pintei, desenhei, mas tudo não passou de casinhas, pôr do sol e bonequinhos de palitinho...
Cantei... participei de um concurso que teve na rua onde eu morava (acho que eu tinha uns 08 anos) e tirei 2° lugar, mas nem conto vantagem já que eram três concorrentes e o que tirou terceiro não acertou nem cantar a música direito.
Dancei... nisso eu até levo jeito. No colégio toda apresentação de dança eu estava no meio. Dancei axé, música cigana, jazz... mas, minha coluna com idade foi me limitando, hoje eu só danço funk indiano... kkkkkkkkk
Enfim, acabei desistindo do ramo das artes e decidi então ser ASTRÔNOMA. Nossa! Nisso eu me empolguei. Aos 08 anos eu pesquisava e escrevia tudo relacionado ao assunto. E após saber que não existia E.T.s que no espaço não havia nada de sobrenatural ou de fantástico (no sentido de fantasia), que ser astrônoma era, na verdade, algo muito monótono, eu desisti.
NÃO DEI PARA ASTRÔNOMA.
Entrando na adolescência, desencanei. Fui me divertir. Até que chegou a época do vestibular e eu perceber que não gostava e nem sabia fazer nada.
Lá estava eu diante das opções:
Direito, enfermagem, medicina, administração, psicologia, serviço social, nutrição...
Depois de duas tentativas frustradas em enfermagem (fiz porque me disseram que eu iría ganhar bem) resolvi optar por algo menos concorrido. Mas qual? Eu não sabia. Minha saída?
Fiz UNI DUNI DÊ para escolher e meu dedo (meu maldito dedo, hehe, brincadeirinha) caiu em SERVIÇO SOCIAL. Eu pensei: Assistente Social faz o que mesmo? Quero nem saber, vai ser esse aqui mesmo. E foi... E passei.
A faculdade me trouxe a capital Fortaleza, que trouxe outras coisas, mas não vem ao caso contar agora...
Só não esqueço do dia em que cheguei e o rapaz que trazia a nossa mudança para cá disse: Você veio de Quixeramobim pra cá pra fazer Serviço Social?
Ai que meu sangue ferveu... Ele quis dizer que não valia a pena todo aquele esforço... ainain... melhor deixar pra lá.
Foram 05 nos de diversão e estudo na faculdade até que chegou a hora da labuta... Entrar para o mercado de trabalho...
Sobre a minha profissão a muito a se dizer, mas aqui é o momento apenas de dizer que uma de suas vantagens são as diversas áreas em que a gente pode atuar: ASSISTÊNCIA SOCIAL, JURÍDICA, EMPRESARIAL, HOSPITALAR, EDUCACIONAL E TERCEIRO SETOR.
Dentre essas me aventurei em três: HOSPITALAR, na qual amo de paixão, pois você sente que mesmo o pouco que se faz já é um grande trabalho a realizar e, principalmente, é valorizado. As pessoas e famílias que se encontram em um hospital estão fragilizadas (em todos os aspectos) e qualquer apoio ou serviço prestado é de grande relevância.
Na área EMPRESARIAL ficamos com o dilema de trabalhar na mediação entre patrão e empregado, fazer com que este último aceite qualquer condição de trabalho e ainda fique satisfeito com isso. Não dá pra mim.
E a área ASSISTENCIAL... outro dilema. Trabalhar (no meu caso) com uma população carente em um município do interior (aliás, o meu) com poucos recursos e ainda por cima baseado no assistencialismo. Pelo qual você apenas fornece benefícios eventuais as famílias que nunca conseguirão autonomia, que para sempre dependerão do apoio municipal que em troca pede apenas o VOTO.
Mas essa história é tão complexa que merece outro post...
Enfim, nesse meu sonho de criança a realidade da vida adulta não foi o que eu esperava...
E em relação a profissão que segui o que tenho a dizer é:
QUE AINDA NÃO SEI SE DEI PARA ASSISTENTE SOCIAL.
Dani! Muito bom! Dei altas gargalhadas. Seu jeitinho natural de se expressar me encantou. Mas o que me chamou mesmo a atencão foi descobrir seu lado humano. Mil beijos flor! (tia Marcia)
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