
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
Por que me olhas assim?

segunda-feira, 20 de julho de 2009
Dia do Amigo

quarta-feira, 3 de junho de 2009
Pra que eu dou?
Desde pequena eu sempre soube que queria me formar, seja lá no que fosse.
(taí o bichim, hoje em dia... hehe)
Até hoje só aprendi a tocar 05 músicas das quais já esqueci 03 e das que ainda sei, posso citar: Atirei o pau no gato e o tema do Airton Senna nas corridas...
Ou seja, NÃO DEI PARA MÚSICO... (ainda tento mas, nenhum me quer... kkkkk, perdão, assumo q essa foi triste)
Ainda criança eu ficava me maquiando e me vestia com as roupas da minha mãe e com seus saltos altíssimos ía para a frente do espelho apresentar meus programas, mas tenho uma péssima dicção, sou um pouco gaga...
NÃO DEI PARA APRESENTADORA.
Talvez por assistir muita TV, novelas, filmes, eu vivia (ou achava que vivia) num mundo de fantasia, que existiam pessoas somente boas ou somente más e que até então, e graças a Deus, só conhecia pessoas boas e que eu era dentre elas, ESPECIAL... mesmo não correspondendo a realidade me achava bonita, inteligente... (eu era só um criança, tadinha... hehe).
Mesmo antes de fazerem aquele filme Show de Thruman e inventarem os Big Brothers da vida, eu já imaginava que vivia em um filme, que me observavam, que eu representava um personagem e sendo, claro, a atriz principal. Então, sozinha, fazia algumas cenas, imaginava a trilha sonora e fazia caras e bocas, tipo, clip musical...
Vocês devem estar pensando: Essa bichinha era doida... Mas eu me defendo: Eu só tinha uma imaginação fértil, dá licença?! hehe
Bem... continuando...
Eu poderia ter sido atriz já que possuía um boa memória também, mas nunca isso me interessou de fato.
NÃO DEI PARA ATRIZ.
Escrevi alguns poemas, mas os considero um fracasso...
Pintei, desenhei, mas tudo não passou de casinhas, pôr do sol e bonequinhos de palitinho...
Cantei... participei de um concurso que teve na rua onde eu morava (acho que eu tinha uns 08 anos) e tirei 2° lugar, mas nem conto vantagem já que eram três concorrentes e o que tirou terceiro não acertou nem cantar a música direito.
Dancei... nisso eu até levo jeito. No colégio toda apresentação de dança eu estava no meio. Dancei axé, música cigana, jazz... mas, minha coluna com idade foi me limitando, hoje eu só danço funk indiano... kkkkkkkkk
Enfim, acabei desistindo do ramo das artes e decidi então ser ASTRÔNOMA. Nossa! Nisso eu me empolguei. Aos 08 anos eu pesquisava e escrevia tudo relacionado ao assunto. E após saber que não existia E.T.s que no espaço não havia nada de sobrenatural ou de fantástico (no sentido de fantasia), que ser astrônoma era, na verdade, algo muito monótono, eu desisti.
NÃO DEI PARA ASTRÔNOMA.
Entrando na adolescência, desencanei. Fui me divertir. Até que chegou a época do vestibular e eu perceber que não gostava e nem sabia fazer nada.
Lá estava eu diante das opções:
Direito, enfermagem, medicina, administração, psicologia, serviço social, nutrição...
Depois de duas tentativas frustradas em enfermagem (fiz porque me disseram que eu iría ganhar bem) resolvi optar por algo menos concorrido. Mas qual? Eu não sabia. Minha saída?
Fiz UNI DUNI DÊ para escolher e meu dedo (meu maldito dedo, hehe, brincadeirinha) caiu em SERVIÇO SOCIAL. Eu pensei: Assistente Social faz o que mesmo? Quero nem saber, vai ser esse aqui mesmo. E foi... E passei.
A faculdade me trouxe a capital Fortaleza, que trouxe outras coisas, mas não vem ao caso contar agora...
Só não esqueço do dia em que cheguei e o rapaz que trazia a nossa mudança para cá disse: Você veio de Quixeramobim pra cá pra fazer Serviço Social?
Ai que meu sangue ferveu... Ele quis dizer que não valia a pena todo aquele esforço... ainain... melhor deixar pra lá.
Foram 05 nos de diversão e estudo na faculdade até que chegou a hora da labuta... Entrar para o mercado de trabalho...
Sobre a minha profissão a muito a se dizer, mas aqui é o momento apenas de dizer que uma de suas vantagens são as diversas áreas em que a gente pode atuar: ASSISTÊNCIA SOCIAL, JURÍDICA, EMPRESARIAL, HOSPITALAR, EDUCACIONAL E TERCEIRO SETOR.
Dentre essas me aventurei em três: HOSPITALAR, na qual amo de paixão, pois você sente que mesmo o pouco que se faz já é um grande trabalho a realizar e, principalmente, é valorizado. As pessoas e famílias que se encontram em um hospital estão fragilizadas (em todos os aspectos) e qualquer apoio ou serviço prestado é de grande relevância.
Na área EMPRESARIAL ficamos com o dilema de trabalhar na mediação entre patrão e empregado, fazer com que este último aceite qualquer condição de trabalho e ainda fique satisfeito com isso. Não dá pra mim.
E a área ASSISTENCIAL... outro dilema. Trabalhar (no meu caso) com uma população carente em um município do interior (aliás, o meu) com poucos recursos e ainda por cima baseado no assistencialismo. Pelo qual você apenas fornece benefícios eventuais as famílias que nunca conseguirão autonomia, que para sempre dependerão do apoio municipal que em troca pede apenas o VOTO.
Mas essa história é tão complexa que merece outro post...
Enfim, nesse meu sonho de criança a realidade da vida adulta não foi o que eu esperava...
E em relação a profissão que segui o que tenho a dizer é:
QUE AINDA NÃO SEI SE DEI PARA ASSISTENTE SOCIAL.
terça-feira, 26 de maio de 2009
Um Amor (Platônico) para Recordar
Hoje vou dedicar essa postagem a ALGUÉM ESPECIAL.
Mais que um amigo, ele foi uma grande paixão da
adolescência.. Um dia cheguei a pensar que ele fosse o amor da minha vida e
como se diz que só se ama uma vez, pensei que nunca conseguiria amar outra
pessoa.. (Ainda bem que estava errada!).
Ele era PERFEITO, sem exageros, quem o conheceu
vai concordar comigo.
Além dele ser um homem lindo o que chamava mais
atenção nele mesmo era sua personalidade, sua simplicidade, seu carisma e
principalmente sua INGENUIDADE.
Ele não tinha maldade, era um gentleman e sabia
fazer quem estava perto dele a pessoa mais feliz do mundo.
Lembro-me de tantas coisas, das suas brincadeiras,
do seu olhar e da tristeza que ele carregava dentro do peito e que ninguém via,
nem mesmo EU...
São tantas histórias...
A minha melhor amiga da época (eu tinha 16 anos -
a melhor fase da minha vida), vou chamá-la aqui de Ana, era apaixonada pelo
irmão dele, então, ficávamos o dia inteiro passando em frente a casa deles
esperando que eles saíssem para a calçada e para dar um ar de acaso,
esperávamos para encontrá-los e falar com eles.
Coisas de adolescente... Mas era muito
divertido...
Em outra ocasião passamos o dia intereiro gravando
uma fita cassete (é o novo!) com frases, histórias, brincadeiras e declarações
para entregarmos a eles.
Lembro de algumas frases que colocamos. Numa delas
eu disse: _ Fulano, a Ana tá aqui só de calcinha falando essas coisas pra ti.
Ela se assustou e retrucou: _ e a Dani que tá só
de sutiã...
Bolávamos de rir com as loucuras que falávamos...
E o que é pior, entregamos de fato a fita, mas
eles não tiveram nenhuma reação, digamos, marcante...
Tenho curiosidade em saber que fim levou essa
fita. Gostaria de rir novamente com ela.
Meu maior problema na época era a IMATURIDADE. Eu
não soube lidar com ele e por conta disso brigávamos bastante. Passávamos
tempos sem nos falar.
Ele me dava flores e eu jogava no lixo na sua
cara...
Eu passava em frente a sua casa e ele para me
provocar pegava o violão e cantava:
♪ Você é linda, mais que
demais... ♫
Eu me segurava mas, por dentro, só Deus e eu
sabíamos...
Sempre voltávamos a nos falar através de bilhetes.
Era fácil, pois estudávamos juntos.
Mas em uma das brigas acabou que perdemos o
contato, pois ele mudou de colégio e depois eu vim morar em Fortaleza.
Foram dois anos sem se falar e sem se ver até que
eu voltei para Quixeramobim (minha terrinha) por conta das eleições.
E lá estava ele na fila...
Eu nunca quis tanto que uma fila não andasse como
naquele dia.
Foi quando eu vi uma aliança em seu dedo. Eu gelei
e perguntei se ele havia casado.
Para meu alívio ele respondeu negativamente e
falou que era de sua mãe que havia falecido de câncer.
Eu já sabia da morte dela e sabia também que,
claro, ele sofrera muito, mas eu não imaginava o quanto. Fui saber tempos
depois.
Passaram-se mais dois anos e nos encontramos no
máximo umas três vezes. Nesse período soube de dois namoros dele e eu segui
minha vida também mas, sem esquecê-lo e aguardando o momento certo de voltar e
dizer que continuva a gostar dele. Até que um dia eu recebi uma mensagem de uma
amiga no celular...
Na primeira linha que visualizei, dizia:
Dani, tu lembra do
Gyl?
Claro que eu lembrava... Com essa frase eu pensei
que ele tivesse perguntado por mim, que tivesse querendo saber de mim.
De repente, em segundos, o sentimento de
expectativa e esperança que eu senti mudou para surpresa, angústia e grande
tristeza, pois o restante da mensagem dizia:
... ele acabou de se matar com um
tiro no peito.
A mensagem foi exatamente essa, sem nenhuma
alteração.
E naquele instante eu morri também (eu pensei)
mas, não. Eu estava viva e ele morto.
Tudo premeditado...
Pagou um plano funerário sem carência; deixou
mensagens nas paredes de seu quarto e do celular; escolheu a roupa e as músicas
que tocariam em seu velório e se matou com a arma do cunhado que era policial.
Tudo porque não suportara a morte da mãe.
Não o julgo, não o condeno, não o odeio por essa
sua atitude, mas ainda sinto SAUDADES e arrependimento de algumas coisas que
deixei de fazer ou dizer a ele. Poderia ter sido diferente... Mas se o destino
quis assim eu aceito e resigno-me a guardar as boas lembranças que tenho dele.
Mas é nessas horas que eu queria acreditar que
existe vida após a MORTE...
Butterfly
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(minha primeira tentativa de fazer poemas na vida e saiu isso aí heheheh)
segunda-feira, 25 de maio de 2009
Estréia
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Então pq eu criei esse blog? hauhauahuahaua
Brincadeira =p na verdade tenho muito a dizer sim, embora eu não seja muito boa com as palavras, tentarei fazer deste espaço um local onde eu possa falar o que eu penso, faço e passo na vida =]
O julgamento me incomoda, mas espero que não me trave.
De início vou apenas postar um poema que me define (no momento), o que já é um começo (eu acho!):
Não sei quantas almas tenho
Não sei quantas almas tenho.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem acabei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não tem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é,
Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem;
Assisto à minha passagem, Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.
Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser.
O que segue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo :
"Fui eu ?"
Deus sabe, porque o escreveu.
Fernando Pessoa