quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Por que me olhas assim?




Por que me olhas assim?
Não tenho culpa de ser como sou
Não venhas me dizer que tens pena de mim
Se apenas o que tu procuras não encontrou
Não quero que me olhes mais
e nem fale estas palavras que insistes em repetir.
Não vê que não sou capaz
dos MEUS olhos abrir?
Peço que não me olhes desse jeito
Pois mesmo o amor que tens por mim
Não é capaz de tirar do meu peito
Tudo que já vivi, sofri e senti, enfim...
Mas se insistes em me olhar
Não digas que não avisei
Que eu nunca soube amar
Apesar de poderes ser aquele que a vida inteira procurei.
Danielle Costa

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Dia do Amigo




Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos. Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles.A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor.

Eis que permite que o objeto dela se divida em outros afetos, enquanto o amor tem intrínseco o ciúme, que não admite a rivalidade.E eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos! Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos e o quanto minha vida depende de suas existências.

A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem. Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida. Mas, porque não os procuro com assiduidade, não posso lhes dizer o quanto gosto deles. Eles não iriam acreditar. Muitos deles estão lendo esta crônica e não sabem que estão incluídos na sagrada relação de meus amigos. Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não declare e não os procure. E às vezes, quando os procuro, noto que eles não tem noção de como me são necessários. De como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital, porque eles fazem parte do mundo que eu, tremulamente construí, e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida.Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado.

Se todos eles morrerem, eu desabo! Por isso é que, sem que eles saibam, eu rezo pela vida deles.

E me envergonho, porque essa minha prece é, em síntese, dirigida ao meu bem estar. Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo.

Por vezes, mergulho em pensamentos sobre alguns deles. Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos, cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim, compartilhando daquele prazer.Se alguma coisa me consome e me envelhece é que a roda furiosa da vida não me permite ter sempre ao meu lado, morando comigo, andando comigo, falando comigo, vivendo comigo, todos os meus amigos, e, principalmente os que só desconfiam ou talvez nunca vão saber que são meus amigos!


Vinícius de Moraes

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Pra que eu dou?

Desde pequena eu sempre soube que queria me formar, seja lá no que fosse.

Ninguém da minha família era formado até então e para uma menina pobre e do interior esse meu interesse era, digamos, uma novidade.
Não sei quando ou como me surgiu essa vontade, só sei que queria me formar...
Eu nunca tive nenhum talento para coisa alguma, mas sempre adorei as ARTES...

Aos cinco anos meu pai perguntou se eu queria ganhar uma bicicleta e eu disse: Não! Eu quero um piano.
Tamanho foi seu espanto com minha resposta. Sua sorte era que o piano que eu queria era de criança (pequeno) e não aqueles "pianos de verdade". Então, ganhei.


(taí o bichim, hoje em dia... hehe)


Até hoje só aprendi a tocar 05 músicas das quais já esqueci 03 e das que ainda sei, posso citar: Atirei o pau no gato e o tema do Airton Senna nas corridas...

Ou seja, NÃO DEI PARA MÚSICO... (ainda tento mas, nenhum me quer... kkkkk, perdão, assumo q essa foi triste)

Ainda criança eu ficava me maquiando e me vestia com as roupas da minha mãe e com seus saltos altíssimos ía para a frente do espelho apresentar meus programas, mas tenho uma péssima dicção, sou um pouco gaga...

NÃO DEI PARA APRESENTADORA.

Talvez por assistir muita TV, novelas, filmes, eu vivia (ou achava que vivia) num mundo de fantasia, que existiam pessoas somente boas ou somente más e que até então, e graças a Deus, só conhecia pessoas boas e que eu era dentre elas, ESPECIAL... mesmo não correspondendo a realidade me achava bonita, inteligente... (eu era só um criança, tadinha... hehe).

Mesmo antes de fazerem aquele filme Show de Thruman e inventarem os Big Brothers da vida, eu já imaginava que vivia em um filme, que me observavam, que eu representava um personagem e sendo, claro, a atriz principal. Então, sozinha, fazia algumas cenas, imaginava a trilha sonora e fazia caras e bocas, tipo, clip musical...

Vocês devem estar pensando: Essa bichinha era doida... Mas eu me defendo: Eu só tinha uma imaginação fértil, dá licença?! hehe

Bem... continuando...

Eu poderia ter sido atriz já que possuía um boa memória também, mas nunca isso me interessou de fato.

NÃO DEI PARA ATRIZ.

Escrevi alguns poemas, mas os considero um fracasso...

Pintei, desenhei, mas tudo não passou de casinhas, pôr do sol e bonequinhos de palitinho...

Cantei... participei de um concurso que teve na rua onde eu morava (acho que eu tinha uns 08 anos) e tirei 2° lugar, mas nem conto vantagem já que eram três concorrentes e o que tirou terceiro não acertou nem cantar a música direito.

Dancei... nisso eu até levo jeito. No colégio toda apresentação de dança eu estava no meio. Dancei axé, música cigana, jazz... mas, minha coluna com idade foi me limitando, hoje eu só danço funk indiano... kkkkkkkkk

Enfim, acabei desistindo do ramo das artes e decidi então ser ASTRÔNOMA. Nossa! Nisso eu me empolguei. Aos 08 anos eu pesquisava e escrevia tudo relacionado ao assunto. E após saber que não existia E.T.s que no espaço não havia nada de sobrenatural ou de fantástico (no sentido de fantasia), que ser astrônoma era, na verdade, algo muito monótono, eu desisti.

NÃO DEI PARA ASTRÔNOMA.

Entrando na adolescência, desencanei. Fui me divertir. Até que chegou a época do vestibular e eu perceber que não gostava e nem sabia fazer nada.

Lá estava eu diante das opções:

Direito, enfermagem, medicina, administração, psicologia, serviço social, nutrição...

Depois de duas tentativas frustradas em enfermagem (fiz porque me disseram que eu iría ganhar bem) resolvi optar por algo menos concorrido. Mas qual? Eu não sabia. Minha saída?

Fiz UNI DUNI DÊ para escolher e meu dedo (meu maldito dedo, hehe, brincadeirinha) caiu em SERVIÇO SOCIAL. Eu pensei: Assistente Social faz o que mesmo? Quero nem saber, vai ser esse aqui mesmo. E foi... E passei.

A faculdade me trouxe a capital Fortaleza, que trouxe outras coisas, mas não vem ao caso contar agora...

Só não esqueço do dia em que cheguei e o rapaz que trazia a nossa mudança para cá disse: Você veio de Quixeramobim pra cá pra fazer Serviço Social?

Ai que meu sangue ferveu... Ele quis dizer que não valia a pena todo aquele esforço... ainain... melhor deixar pra lá.

Foram 05 nos de diversão e estudo na faculdade até que chegou a hora da labuta... Entrar para o mercado de trabalho...

Sobre a minha profissão a muito a se dizer, mas aqui é o momento apenas de dizer que uma de suas vantagens são as diversas áreas em que a gente pode atuar: ASSISTÊNCIA SOCIAL, JURÍDICA, EMPRESARIAL, HOSPITALAR, EDUCACIONAL E TERCEIRO SETOR.

Dentre essas me aventurei em três: HOSPITALAR, na qual amo de paixão, pois você sente que mesmo o pouco que se faz já é um grande trabalho a realizar e, principalmente, é valorizado. As pessoas e famílias que se encontram em um hospital estão fragilizadas (em todos os aspectos) e qualquer apoio ou serviço prestado é de grande relevância.

Na área EMPRESARIAL ficamos com o dilema de trabalhar na mediação entre patrão e empregado, fazer com que este último aceite qualquer condição de trabalho e ainda fique satisfeito com isso. Não dá pra mim.

E a área ASSISTENCIAL... outro dilema. Trabalhar (no meu caso) com uma população carente em um município do interior (aliás, o meu) com poucos recursos e ainda por cima baseado no assistencialismo. Pelo qual você apenas fornece benefícios eventuais as famílias que nunca conseguirão autonomia, que para sempre dependerão do apoio municipal que em troca pede apenas o VOTO.

Mas essa história é tão complexa que merece outro post...

Enfim, nesse meu sonho de criança a realidade da vida adulta não foi o que eu esperava...

E em relação a profissão que segui o que tenho a dizer é:

QUE AINDA NÃO SEI SE DEI PARA ASSISTENTE SOCIAL.


terça-feira, 26 de maio de 2009

Um Amor (Platônico) para Recordar


Hoje vou dedicar essa postagem a ALGUÉM ESPECIAL.
Mais que um amigo, ele foi uma grande paixão da adolescência.. Um dia cheguei a pensar que ele fosse o amor da minha vida e como se diz que só se ama uma vez, pensei que nunca conseguiria amar outra pessoa.. (Ainda bem que estava errada!).

Ele era PERFEITO, sem exageros, quem o conheceu vai concordar comigo.
Além dele ser um homem lindo o que chamava mais atenção nele mesmo era sua personalidade, sua simplicidade, seu carisma e principalmente sua INGENUIDADE.
Ele não tinha maldade, era um gentleman e sabia fazer quem estava perto dele a pessoa mais feliz do mundo.

Lembro-me de tantas coisas, das suas brincadeiras, do seu olhar e da tristeza que ele carregava dentro do peito e que ninguém via, nem mesmo EU...

São tantas histórias...

A minha melhor amiga da época (eu tinha 16 anos - a melhor fase da minha vida), vou chamá-la aqui de Ana, era apaixonada pelo irmão dele, então, ficávamos o dia inteiro passando em frente a casa deles esperando que eles saíssem para a calçada e para dar um ar de acaso, esperávamos para encontrá-los e falar com eles.

Coisas de adolescente... Mas era muito divertido...

Em outra ocasião passamos o dia intereiro gravando uma fita cassete (é o novo!) com frases, histórias, brincadeiras e declarações para entregarmos a eles.
Lembro de algumas frases que colocamos. Numa delas eu disse: _ Fulano, a Ana tá aqui só de calcinha falando essas coisas pra ti.
Ela se assustou e retrucou: _ e a Dani que tá só de sutiã...

Bolávamos de rir com as loucuras que falávamos...

E o que é pior, entregamos de fato a fita, mas eles não tiveram nenhuma reação, digamos, marcante...

Tenho curiosidade em saber que fim levou essa fita. Gostaria de rir novamente com ela.

Meu maior problema na época era a IMATURIDADE. Eu não soube lidar com ele e por conta disso brigávamos bastante. Passávamos tempos sem nos falar.

Ele me dava flores e eu jogava no lixo na sua cara...
Eu passava em frente a sua casa e ele para me provocar pegava o violão e cantava:
 Você é linda, mais que demais...
Eu me segurava mas, por dentro, só Deus e eu sabíamos... 

Sempre voltávamos a nos falar através de bilhetes.
Era fácil, pois estudávamos juntos.
Mas em uma das brigas acabou que perdemos o contato, pois ele mudou de colégio e depois eu vim morar em Fortaleza.
Foram dois anos sem se falar e sem se ver até que eu voltei para Quixeramobim (minha terrinha) por conta das eleições.
E lá estava ele na fila...
Eu nunca quis tanto que uma fila não andasse como naquele dia.
Foi quando eu vi uma aliança em seu dedo. Eu gelei e perguntei se ele havia casado.
Para meu alívio ele respondeu negativamente e falou que era de sua mãe que havia falecido de câncer.
Eu já sabia da morte dela e sabia também que, claro, ele sofrera muito, mas eu não imaginava o quanto. Fui saber tempos depois.

Passaram-se mais dois anos e nos encontramos no máximo umas três vezes. Nesse período soube de dois namoros dele e eu segui minha vida também mas, sem esquecê-lo e aguardando o momento certo de voltar e dizer que continuva a gostar dele. Até que um dia eu recebi uma mensagem de uma amiga no celular...

Na primeira linha que visualizei, dizia:
Dani, tu lembra do Gyl?

Claro que eu lembrava... Com essa frase eu pensei que ele tivesse perguntado por mim, que tivesse querendo saber de mim.
De repente, em segundos, o sentimento de expectativa e esperança que eu senti mudou para surpresa, angústia e grande tristeza, pois o restante da mensagem dizia:
... ele acabou de se matar com um tiro no peito.

A mensagem foi exatamente essa, sem nenhuma alteração.

E naquele instante eu morri também (eu pensei) mas, não. Eu estava viva e ele morto.

Tudo premeditado...
Pagou um plano funerário sem carência; deixou mensagens nas paredes de seu quarto e do celular; escolheu a roupa e as músicas que tocariam em seu velório e se matou com a arma do cunhado que era policial. Tudo porque não suportara a morte da mãe.

Não o julgo, não o condeno, não o odeio por essa sua atitude, mas ainda sinto SAUDADES e arrependimento de algumas coisas que deixei de fazer ou dizer a ele. Poderia ter sido diferente... Mas se o destino quis assim eu aceito e resigno-me a guardar as boas lembranças que tenho dele.

Mas é nessas horas que eu queria acreditar que existe vida após a MORTE...


Butterfly




Dia desses um amigo virtual me descreveu como sendo Narcisista... =OOOOO

Dicionário: Narcisista: aquele que tem como característica a paixão por si mesmo; termo que é frequentemente utilizado de forma pejorativa, denotando vaidade ou egoísmo.

Logo eu, coitada, que não me acho bonita e uma pessoa desinteressante...

Acho que ele chegou a essa conclusão porque coloco muitas fotos em meu orkut e porque nessa época andei falando muito sobre mim, coisa que dificilmente fazia.

Acabei perdendo o medo de me revelar para os outros com todos os meus defeitos e nóias...

Tudo isso com a ajuda da internet e de meus amigos virtuais. Pra você ver como essa nova forma de socialização não é de todo negativa, é só saber lidar com ela, pois foi através da net que conheci pessoas maravilhosas que já fazem parte da minha história e estão em meu ♥.

É engraçado como as pessoas me provacam sentimentos tão intensos e inconstantes...

Desde pequena tenho os sentimentos exacerbados e nunca consigo domá-los. Minha saída foi fugir das pessoas, pois, não gostava desse turbilhão de sensações que elas me provocavam: ÓDIO, COMPAIXÃO, PENA, AMOR... Tudo isso elevado a quarta potência...

Mas depois de viver em meu casulo durante muito tempo, tentando me proteger das DECEPÇÕES e da REJEIÇÃO, resolvi abrir o casulo e VOAR...

Não sei lidar com o NÃO...

Não gosto de criar expectativas nas pessoas e decepcioná-las por não conseguir ser aquilo que elas esperavam que eu fosse...

Mas a recíproca também é verdadeira...

Não aceito os não's que me dão e sempre crio expectativas em relação as pessoas que gosto e na maioria das vezes me decepciono...

Minha saída: NUNCA FALAR O QUE SINTO...

É uma boa solução? Não, é péssima... Mas fazer o que se SOU ASSIM...

Aí vai um "pseudopoema" de minha autoria sem título ainda... Se tiver sugestões? Serão bem vindas.
(minha primeira tentativa de fazer poemas na vida e saiu isso aí heheheh)


Em mais uma noite de devaneio
busco respostas para as coisas
que me aflingem, que temo, que receio
Fujo de mim mesma e dos outros
porque ainda não me encontrei
mas vou observando os rastros
dos caminhos por onde passei


Meus pensamentos vagam desordenadamente
em meio a essa noite longa e quente
lutando por respostas
que são difíceis demasiadamente


E nessa busca incessante,
paro para refletir
que nada mais sou do que alguém
que espera fazer jus
a oportunidade que teve de EXISTIR



segunda-feira, 25 de maio de 2009

Estréia



Primeira postagem e nada a dizer.
Então pq eu criei esse blog? hauhauahuahaua
Brincadeira =p na verdade tenho muito a dizer sim, embora eu não seja muito boa com as palavras, tentarei fazer deste espaço um local onde eu possa falar o que eu penso, faço e passo na vida =]
O julgamento me incomoda, mas espero que não me trave.
De início vou apenas postar um poema que me define (no momento), o que já é um começo (eu acho!):

Não sei quantas almas tenho
Não sei quantas almas tenho.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem acabei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não tem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é,
Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem;
Assisto à minha passagem, Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.
Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser.
O que segue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo :
"Fui eu ?"
Deus sabe, porque o escreveu.

Fernando Pessoa