quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Declarando Falência

Depois de confirmar minha falta de talento com as palavras e do meu total desinteresse e dedicação a este blog (vide o sucesso e quantidade de postagens hehehe).. posso declarar o fim do mesmo.
Entretanto ele permanecerá no "ar" como souvenir =]
Obrigada a todos ^^

cri cri cri


quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Mousse de Chocolate

Na verdade o próposito dessa postagem é para não esquecer essa maldita receita q já fiz 3 vezes e só deu certo a primeira =X



Ingredientes:

1 barra de chocolate meio amargo;
1 pacote de gelatina sem sabor;
1 lata de leite condensado;
1 lata de creme de leite;
1 medida da lata de água quente (para dissolver a gelatina).


Modo de preparo:

1. Derreta o chocolate com o creme de leite em uma panela e junte ao leite condensado e a gelatina dissolvida na água quente;
2. Bata tudo no liquidificador;
3. Coloque em um prato e reserve até que esfrie;
4. Guarde na geladeira para endurecer em torno de 2 a 3 horas.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Meu Primeiro Amor


Toda garota sonha com o príncipe encantado..

Cria-se toda uma expectativa pelo primeiro beijo, de como elas e os príncipes devem ser..

As meninas vão se corrompendo desde pequenas com as historias de contos de fadas, o príncipe, o cavalo branco e o felizes para sempre..

Quando chega na adolescência existe ainda um arsenal de filmes românticos no cinema, na tv.. que fazem de desajeitadas meninas, digamos, umas desinteressantes lagartas virarem lindas borboletas.. e rapazes lindos e cobiçados renderem-se a um grande amor..

Mas isso tudo aí é fantasia, ficção.. (Será?)

Na vida real, com seres reais e portanto, cheios de defeitos, sem exceção, nem os príncipes e nem as princesas escapam, numa realidade em que as pessoas se desiludiram com o amor e vivem relacionamentos superficiais e sazonais, não há sonho de adolescente que resista e o primeiro beijo acaba virando apenas uma troca de saliva com um desconhecido.. nada especial..

E as meninas que se achavam especiais e buscavam alguém especial, tornam-se mais uma entre tantas mulheres que não sabem lidar com o sexo oposto.. não sabem se seguem a linha mulher moderna, descolada ou a garota comportada e pudica.

Com o tempo ela conhece alguns rapazes, alguns se destacam, outros nem tanto, os que ela, as vezes, mais deseja, não é aquele que ela consegue conquistar e TODOS, TODOS acabam em seu conceito virando sapos..

Ela pensa que vai sempre ser sozinha, que nunca conseguirá amar e ser amada.. mas de certa forma isso até a deixa numa posição confortável, pois assim não sofrerá (e também não saberá das maravilhas do amor correspondido).

Porém a vida nem sempre segue no rumo que planejamos e quando ela nem mais pensava, nem desejava e de certa forma até repugnava sentir tal sentimento.. _ amores platônicos, amores não correspondidos, amores que não eram afinal amores.. nunca mais _ eis que a vida lhe prega uma peça e do nada...

Eis que o coração (burro? De jeito nenhum) acelera novamente.. aquele frio na barriga, tão gostoso e tão inesperado surge quando se vê um total desconhecido..

_ Cara, eu nem sei quem ele é.. a gente nem fala coisas sérias, só tiramos brincadeiras pela internet.. como posso já sentir essas coisas e tão rápido assim?

Pois é.. a garotinha, a adolescente, a mulher se apaixona novamente..

O bom da vida é que basta apenas acordar pela manhã para que ela possa lhe surpreender e mudar tudo..

E nada muda mais a vida de uma pessoa do que o AMOR..

Mas não qualquer amor..

Sabe como é amar, mas amar tanto que chega a doer?!

Que você sente que não consegue mais viver sem aquela pessoa?!

Onde você compara a necessidade que tem dela a necessidade que você tem do ar que respira?!

Não é amor doentio.. é apenas amor demais..

E não lhe causa nenhum mal.. só bem.. só felicidade..

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Essa história pode ser de qualquer garota.. e na verdade é.. É A MINHA HISTÓRIA..

Eu nem sabia, eu nem esperava, mas eu encontraria enfim meu príncipe encantado e sentiria de fato pela primeira vez.. o amor..

Gostaria de saber quem criou/inventou o amor.. Será que ele tem orkut? oO Acho que não.. Hoje em dia o que as pessoas acessam é o facebook, mas como eu não tenho (ainda), deixa pra lá =p

Na verdade eu queria agradecer quem o criou e dizer que sou feliz porque amo e finalmente fui amada na mesma medida do meu amor. Como não sei e talvez nem exista tal pessoa, cabe a mim agradecer a quem me proporciona todos os dias essa experiência tão incrível.

Agora que senti o amor de verdade, posso me meter a querer entende-lo e dar alguns palpites sobre ele:

O amor é a coisa mais esquisita que existe.. FATO.

É difícil, complicado, lhe dá dor de cabeça, dor no peito, lhe faz chorar, faz você sentir ciúmes, fazer papel de bobo, ser motivo de chacota, faz você perder o sono......

MAS É A MELHOR COISA DO MUNDO!

Por que você não se sente mais só, você sorri com o vento, faz você querer ser alguém melhor, acreditar que todas as musicas românticas foram feitas para os dois.. e ainda tem os carinhos, as palavras (melosas) – que para quem está de fora é algo insuportável, mas que são tão gostosas de dizer e ouvir.. sem falar nos beijos, abraços, carícias, o sexo.. o sexo com amor..

E não é só isso.. tem muito mais.. mas até as coisas “chatas” valem a pena quando se ama de verdade..

Encontrar aquela pessoa especial que te faça sentir única é muito difícil.. mas eu encontrei..

O meu príncipe é esse cara especial..

Ele é lindo, ele é doce, cativante, extrovertido, tem um grande caráter e um coração que vale ouro.. E quanto mais eu o conheço, mais eu o admiro, mais eu me apaixono e mais eu quero estar ao seu lado..

Lembro-me da primeira vez que disse eu te amo pra ele.. foi a primeira vez na vida que disse essas palavras a um homem que não fosse meu pai ou meu irmão. Foi um momento mágico.. E quando ouvi essas palavras, então.. me senti flutuar..

Tive sorte, muuuuita sorte..

Meu príncipe nunca virou/virará sapo.. apesar de ter virado um pássaro..

Um lindo pássaro azul que me faz voar todos os dias numa realidade que mais parece um sonho..

E podem falar o que quiserem..

Que não existe amor eterno.. Que não existe o felizes para sempre..

Porque eu sei o que eu sinto.. Meu amor é infinito..

Obrigada Dodô por me fazer a mulher mais feliz do mundo e me mostrar que o amor.. existe.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Por que me olhas assim?




Por que me olhas assim?
Não tenho culpa de ser como sou
Não venhas me dizer que tens pena de mim
Se apenas o que tu procuras não encontrou
Não quero que me olhes mais
e nem fale estas palavras que insistes em repetir.
Não vê que não sou capaz
dos MEUS olhos abrir?
Peço que não me olhes desse jeito
Pois mesmo o amor que tens por mim
Não é capaz de tirar do meu peito
Tudo que já vivi, sofri e senti, enfim...
Mas se insistes em me olhar
Não digas que não avisei
Que eu nunca soube amar
Apesar de poderes ser aquele que a vida inteira procurei.
Danielle Costa

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Dia do Amigo




Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos. Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles.A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor.

Eis que permite que o objeto dela se divida em outros afetos, enquanto o amor tem intrínseco o ciúme, que não admite a rivalidade.E eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos! Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos e o quanto minha vida depende de suas existências.

A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem. Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida. Mas, porque não os procuro com assiduidade, não posso lhes dizer o quanto gosto deles. Eles não iriam acreditar. Muitos deles estão lendo esta crônica e não sabem que estão incluídos na sagrada relação de meus amigos. Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não declare e não os procure. E às vezes, quando os procuro, noto que eles não tem noção de como me são necessários. De como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital, porque eles fazem parte do mundo que eu, tremulamente construí, e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida.Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado.

Se todos eles morrerem, eu desabo! Por isso é que, sem que eles saibam, eu rezo pela vida deles.

E me envergonho, porque essa minha prece é, em síntese, dirigida ao meu bem estar. Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo.

Por vezes, mergulho em pensamentos sobre alguns deles. Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos, cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim, compartilhando daquele prazer.Se alguma coisa me consome e me envelhece é que a roda furiosa da vida não me permite ter sempre ao meu lado, morando comigo, andando comigo, falando comigo, vivendo comigo, todos os meus amigos, e, principalmente os que só desconfiam ou talvez nunca vão saber que são meus amigos!


Vinícius de Moraes

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Pra que eu dou?

Desde pequena eu sempre soube que queria me formar, seja lá no que fosse.

Ninguém da minha família era formado até então e para uma menina pobre e do interior esse meu interesse era, digamos, uma novidade.
Não sei quando ou como me surgiu essa vontade, só sei que queria me formar...
Eu nunca tive nenhum talento para coisa alguma, mas sempre adorei as ARTES...

Aos cinco anos meu pai perguntou se eu queria ganhar uma bicicleta e eu disse: Não! Eu quero um piano.
Tamanho foi seu espanto com minha resposta. Sua sorte era que o piano que eu queria era de criança (pequeno) e não aqueles "pianos de verdade". Então, ganhei.


(taí o bichim, hoje em dia... hehe)


Até hoje só aprendi a tocar 05 músicas das quais já esqueci 03 e das que ainda sei, posso citar: Atirei o pau no gato e o tema do Airton Senna nas corridas...

Ou seja, NÃO DEI PARA MÚSICO... (ainda tento mas, nenhum me quer... kkkkk, perdão, assumo q essa foi triste)

Ainda criança eu ficava me maquiando e me vestia com as roupas da minha mãe e com seus saltos altíssimos ía para a frente do espelho apresentar meus programas, mas tenho uma péssima dicção, sou um pouco gaga...

NÃO DEI PARA APRESENTADORA.

Talvez por assistir muita TV, novelas, filmes, eu vivia (ou achava que vivia) num mundo de fantasia, que existiam pessoas somente boas ou somente más e que até então, e graças a Deus, só conhecia pessoas boas e que eu era dentre elas, ESPECIAL... mesmo não correspondendo a realidade me achava bonita, inteligente... (eu era só um criança, tadinha... hehe).

Mesmo antes de fazerem aquele filme Show de Thruman e inventarem os Big Brothers da vida, eu já imaginava que vivia em um filme, que me observavam, que eu representava um personagem e sendo, claro, a atriz principal. Então, sozinha, fazia algumas cenas, imaginava a trilha sonora e fazia caras e bocas, tipo, clip musical...

Vocês devem estar pensando: Essa bichinha era doida... Mas eu me defendo: Eu só tinha uma imaginação fértil, dá licença?! hehe

Bem... continuando...

Eu poderia ter sido atriz já que possuía um boa memória também, mas nunca isso me interessou de fato.

NÃO DEI PARA ATRIZ.

Escrevi alguns poemas, mas os considero um fracasso...

Pintei, desenhei, mas tudo não passou de casinhas, pôr do sol e bonequinhos de palitinho...

Cantei... participei de um concurso que teve na rua onde eu morava (acho que eu tinha uns 08 anos) e tirei 2° lugar, mas nem conto vantagem já que eram três concorrentes e o que tirou terceiro não acertou nem cantar a música direito.

Dancei... nisso eu até levo jeito. No colégio toda apresentação de dança eu estava no meio. Dancei axé, música cigana, jazz... mas, minha coluna com idade foi me limitando, hoje eu só danço funk indiano... kkkkkkkkk

Enfim, acabei desistindo do ramo das artes e decidi então ser ASTRÔNOMA. Nossa! Nisso eu me empolguei. Aos 08 anos eu pesquisava e escrevia tudo relacionado ao assunto. E após saber que não existia E.T.s que no espaço não havia nada de sobrenatural ou de fantástico (no sentido de fantasia), que ser astrônoma era, na verdade, algo muito monótono, eu desisti.

NÃO DEI PARA ASTRÔNOMA.

Entrando na adolescência, desencanei. Fui me divertir. Até que chegou a época do vestibular e eu perceber que não gostava e nem sabia fazer nada.

Lá estava eu diante das opções:

Direito, enfermagem, medicina, administração, psicologia, serviço social, nutrição...

Depois de duas tentativas frustradas em enfermagem (fiz porque me disseram que eu iría ganhar bem) resolvi optar por algo menos concorrido. Mas qual? Eu não sabia. Minha saída?

Fiz UNI DUNI DÊ para escolher e meu dedo (meu maldito dedo, hehe, brincadeirinha) caiu em SERVIÇO SOCIAL. Eu pensei: Assistente Social faz o que mesmo? Quero nem saber, vai ser esse aqui mesmo. E foi... E passei.

A faculdade me trouxe a capital Fortaleza, que trouxe outras coisas, mas não vem ao caso contar agora...

Só não esqueço do dia em que cheguei e o rapaz que trazia a nossa mudança para cá disse: Você veio de Quixeramobim pra cá pra fazer Serviço Social?

Ai que meu sangue ferveu... Ele quis dizer que não valia a pena todo aquele esforço... ainain... melhor deixar pra lá.

Foram 05 nos de diversão e estudo na faculdade até que chegou a hora da labuta... Entrar para o mercado de trabalho...

Sobre a minha profissão a muito a se dizer, mas aqui é o momento apenas de dizer que uma de suas vantagens são as diversas áreas em que a gente pode atuar: ASSISTÊNCIA SOCIAL, JURÍDICA, EMPRESARIAL, HOSPITALAR, EDUCACIONAL E TERCEIRO SETOR.

Dentre essas me aventurei em três: HOSPITALAR, na qual amo de paixão, pois você sente que mesmo o pouco que se faz já é um grande trabalho a realizar e, principalmente, é valorizado. As pessoas e famílias que se encontram em um hospital estão fragilizadas (em todos os aspectos) e qualquer apoio ou serviço prestado é de grande relevância.

Na área EMPRESARIAL ficamos com o dilema de trabalhar na mediação entre patrão e empregado, fazer com que este último aceite qualquer condição de trabalho e ainda fique satisfeito com isso. Não dá pra mim.

E a área ASSISTENCIAL... outro dilema. Trabalhar (no meu caso) com uma população carente em um município do interior (aliás, o meu) com poucos recursos e ainda por cima baseado no assistencialismo. Pelo qual você apenas fornece benefícios eventuais as famílias que nunca conseguirão autonomia, que para sempre dependerão do apoio municipal que em troca pede apenas o VOTO.

Mas essa história é tão complexa que merece outro post...

Enfim, nesse meu sonho de criança a realidade da vida adulta não foi o que eu esperava...

E em relação a profissão que segui o que tenho a dizer é:

QUE AINDA NÃO SEI SE DEI PARA ASSISTENTE SOCIAL.


terça-feira, 26 de maio de 2009

Um Amor (Platônico) para Recordar


Hoje vou dedicar essa postagem a ALGUÉM ESPECIAL.
Mais que um amigo, ele foi uma grande paixão da adolescência.. Um dia cheguei a pensar que ele fosse o amor da minha vida e como se diz que só se ama uma vez, pensei que nunca conseguiria amar outra pessoa.. (Ainda bem que estava errada!).

Ele era PERFEITO, sem exageros, quem o conheceu vai concordar comigo.
Além dele ser um homem lindo o que chamava mais atenção nele mesmo era sua personalidade, sua simplicidade, seu carisma e principalmente sua INGENUIDADE.
Ele não tinha maldade, era um gentleman e sabia fazer quem estava perto dele a pessoa mais feliz do mundo.

Lembro-me de tantas coisas, das suas brincadeiras, do seu olhar e da tristeza que ele carregava dentro do peito e que ninguém via, nem mesmo EU...

São tantas histórias...

A minha melhor amiga da época (eu tinha 16 anos - a melhor fase da minha vida), vou chamá-la aqui de Ana, era apaixonada pelo irmão dele, então, ficávamos o dia inteiro passando em frente a casa deles esperando que eles saíssem para a calçada e para dar um ar de acaso, esperávamos para encontrá-los e falar com eles.

Coisas de adolescente... Mas era muito divertido...

Em outra ocasião passamos o dia intereiro gravando uma fita cassete (é o novo!) com frases, histórias, brincadeiras e declarações para entregarmos a eles.
Lembro de algumas frases que colocamos. Numa delas eu disse: _ Fulano, a Ana tá aqui só de calcinha falando essas coisas pra ti.
Ela se assustou e retrucou: _ e a Dani que tá só de sutiã...

Bolávamos de rir com as loucuras que falávamos...

E o que é pior, entregamos de fato a fita, mas eles não tiveram nenhuma reação, digamos, marcante...

Tenho curiosidade em saber que fim levou essa fita. Gostaria de rir novamente com ela.

Meu maior problema na época era a IMATURIDADE. Eu não soube lidar com ele e por conta disso brigávamos bastante. Passávamos tempos sem nos falar.

Ele me dava flores e eu jogava no lixo na sua cara...
Eu passava em frente a sua casa e ele para me provocar pegava o violão e cantava:
 Você é linda, mais que demais...
Eu me segurava mas, por dentro, só Deus e eu sabíamos... 

Sempre voltávamos a nos falar através de bilhetes.
Era fácil, pois estudávamos juntos.
Mas em uma das brigas acabou que perdemos o contato, pois ele mudou de colégio e depois eu vim morar em Fortaleza.
Foram dois anos sem se falar e sem se ver até que eu voltei para Quixeramobim (minha terrinha) por conta das eleições.
E lá estava ele na fila...
Eu nunca quis tanto que uma fila não andasse como naquele dia.
Foi quando eu vi uma aliança em seu dedo. Eu gelei e perguntei se ele havia casado.
Para meu alívio ele respondeu negativamente e falou que era de sua mãe que havia falecido de câncer.
Eu já sabia da morte dela e sabia também que, claro, ele sofrera muito, mas eu não imaginava o quanto. Fui saber tempos depois.

Passaram-se mais dois anos e nos encontramos no máximo umas três vezes. Nesse período soube de dois namoros dele e eu segui minha vida também mas, sem esquecê-lo e aguardando o momento certo de voltar e dizer que continuva a gostar dele. Até que um dia eu recebi uma mensagem de uma amiga no celular...

Na primeira linha que visualizei, dizia:
Dani, tu lembra do Gyl?

Claro que eu lembrava... Com essa frase eu pensei que ele tivesse perguntado por mim, que tivesse querendo saber de mim.
De repente, em segundos, o sentimento de expectativa e esperança que eu senti mudou para surpresa, angústia e grande tristeza, pois o restante da mensagem dizia:
... ele acabou de se matar com um tiro no peito.

A mensagem foi exatamente essa, sem nenhuma alteração.

E naquele instante eu morri também (eu pensei) mas, não. Eu estava viva e ele morto.

Tudo premeditado...
Pagou um plano funerário sem carência; deixou mensagens nas paredes de seu quarto e do celular; escolheu a roupa e as músicas que tocariam em seu velório e se matou com a arma do cunhado que era policial. Tudo porque não suportara a morte da mãe.

Não o julgo, não o condeno, não o odeio por essa sua atitude, mas ainda sinto SAUDADES e arrependimento de algumas coisas que deixei de fazer ou dizer a ele. Poderia ter sido diferente... Mas se o destino quis assim eu aceito e resigno-me a guardar as boas lembranças que tenho dele.

Mas é nessas horas que eu queria acreditar que existe vida após a MORTE...