terça-feira, 26 de maio de 2009

Um Amor (Platônico) para Recordar


Hoje vou dedicar essa postagem a ALGUÉM ESPECIAL.
Mais que um amigo, ele foi uma grande paixão da adolescência.. Um dia cheguei a pensar que ele fosse o amor da minha vida e como se diz que só se ama uma vez, pensei que nunca conseguiria amar outra pessoa.. (Ainda bem que estava errada!).

Ele era PERFEITO, sem exageros, quem o conheceu vai concordar comigo.
Além dele ser um homem lindo o que chamava mais atenção nele mesmo era sua personalidade, sua simplicidade, seu carisma e principalmente sua INGENUIDADE.
Ele não tinha maldade, era um gentleman e sabia fazer quem estava perto dele a pessoa mais feliz do mundo.

Lembro-me de tantas coisas, das suas brincadeiras, do seu olhar e da tristeza que ele carregava dentro do peito e que ninguém via, nem mesmo EU...

São tantas histórias...

A minha melhor amiga da época (eu tinha 16 anos - a melhor fase da minha vida), vou chamá-la aqui de Ana, era apaixonada pelo irmão dele, então, ficávamos o dia inteiro passando em frente a casa deles esperando que eles saíssem para a calçada e para dar um ar de acaso, esperávamos para encontrá-los e falar com eles.

Coisas de adolescente... Mas era muito divertido...

Em outra ocasião passamos o dia intereiro gravando uma fita cassete (é o novo!) com frases, histórias, brincadeiras e declarações para entregarmos a eles.
Lembro de algumas frases que colocamos. Numa delas eu disse: _ Fulano, a Ana tá aqui só de calcinha falando essas coisas pra ti.
Ela se assustou e retrucou: _ e a Dani que tá só de sutiã...

Bolávamos de rir com as loucuras que falávamos...

E o que é pior, entregamos de fato a fita, mas eles não tiveram nenhuma reação, digamos, marcante...

Tenho curiosidade em saber que fim levou essa fita. Gostaria de rir novamente com ela.

Meu maior problema na época era a IMATURIDADE. Eu não soube lidar com ele e por conta disso brigávamos bastante. Passávamos tempos sem nos falar.

Ele me dava flores e eu jogava no lixo na sua cara...
Eu passava em frente a sua casa e ele para me provocar pegava o violão e cantava:
 Você é linda, mais que demais...
Eu me segurava mas, por dentro, só Deus e eu sabíamos... 

Sempre voltávamos a nos falar através de bilhetes.
Era fácil, pois estudávamos juntos.
Mas em uma das brigas acabou que perdemos o contato, pois ele mudou de colégio e depois eu vim morar em Fortaleza.
Foram dois anos sem se falar e sem se ver até que eu voltei para Quixeramobim (minha terrinha) por conta das eleições.
E lá estava ele na fila...
Eu nunca quis tanto que uma fila não andasse como naquele dia.
Foi quando eu vi uma aliança em seu dedo. Eu gelei e perguntei se ele havia casado.
Para meu alívio ele respondeu negativamente e falou que era de sua mãe que havia falecido de câncer.
Eu já sabia da morte dela e sabia também que, claro, ele sofrera muito, mas eu não imaginava o quanto. Fui saber tempos depois.

Passaram-se mais dois anos e nos encontramos no máximo umas três vezes. Nesse período soube de dois namoros dele e eu segui minha vida também mas, sem esquecê-lo e aguardando o momento certo de voltar e dizer que continuva a gostar dele. Até que um dia eu recebi uma mensagem de uma amiga no celular...

Na primeira linha que visualizei, dizia:
Dani, tu lembra do Gyl?

Claro que eu lembrava... Com essa frase eu pensei que ele tivesse perguntado por mim, que tivesse querendo saber de mim.
De repente, em segundos, o sentimento de expectativa e esperança que eu senti mudou para surpresa, angústia e grande tristeza, pois o restante da mensagem dizia:
... ele acabou de se matar com um tiro no peito.

A mensagem foi exatamente essa, sem nenhuma alteração.

E naquele instante eu morri também (eu pensei) mas, não. Eu estava viva e ele morto.

Tudo premeditado...
Pagou um plano funerário sem carência; deixou mensagens nas paredes de seu quarto e do celular; escolheu a roupa e as músicas que tocariam em seu velório e se matou com a arma do cunhado que era policial. Tudo porque não suportara a morte da mãe.

Não o julgo, não o condeno, não o odeio por essa sua atitude, mas ainda sinto SAUDADES e arrependimento de algumas coisas que deixei de fazer ou dizer a ele. Poderia ter sido diferente... Mas se o destino quis assim eu aceito e resigno-me a guardar as boas lembranças que tenho dele.

Mas é nessas horas que eu queria acreditar que existe vida após a MORTE...


Butterfly




Dia desses um amigo virtual me descreveu como sendo Narcisista... =OOOOO

Dicionário: Narcisista: aquele que tem como característica a paixão por si mesmo; termo que é frequentemente utilizado de forma pejorativa, denotando vaidade ou egoísmo.

Logo eu, coitada, que não me acho bonita e uma pessoa desinteressante...

Acho que ele chegou a essa conclusão porque coloco muitas fotos em meu orkut e porque nessa época andei falando muito sobre mim, coisa que dificilmente fazia.

Acabei perdendo o medo de me revelar para os outros com todos os meus defeitos e nóias...

Tudo isso com a ajuda da internet e de meus amigos virtuais. Pra você ver como essa nova forma de socialização não é de todo negativa, é só saber lidar com ela, pois foi através da net que conheci pessoas maravilhosas que já fazem parte da minha história e estão em meu ♥.

É engraçado como as pessoas me provacam sentimentos tão intensos e inconstantes...

Desde pequena tenho os sentimentos exacerbados e nunca consigo domá-los. Minha saída foi fugir das pessoas, pois, não gostava desse turbilhão de sensações que elas me provocavam: ÓDIO, COMPAIXÃO, PENA, AMOR... Tudo isso elevado a quarta potência...

Mas depois de viver em meu casulo durante muito tempo, tentando me proteger das DECEPÇÕES e da REJEIÇÃO, resolvi abrir o casulo e VOAR...

Não sei lidar com o NÃO...

Não gosto de criar expectativas nas pessoas e decepcioná-las por não conseguir ser aquilo que elas esperavam que eu fosse...

Mas a recíproca também é verdadeira...

Não aceito os não's que me dão e sempre crio expectativas em relação as pessoas que gosto e na maioria das vezes me decepciono...

Minha saída: NUNCA FALAR O QUE SINTO...

É uma boa solução? Não, é péssima... Mas fazer o que se SOU ASSIM...

Aí vai um "pseudopoema" de minha autoria sem título ainda... Se tiver sugestões? Serão bem vindas.
(minha primeira tentativa de fazer poemas na vida e saiu isso aí heheheh)


Em mais uma noite de devaneio
busco respostas para as coisas
que me aflingem, que temo, que receio
Fujo de mim mesma e dos outros
porque ainda não me encontrei
mas vou observando os rastros
dos caminhos por onde passei


Meus pensamentos vagam desordenadamente
em meio a essa noite longa e quente
lutando por respostas
que são difíceis demasiadamente


E nessa busca incessante,
paro para refletir
que nada mais sou do que alguém
que espera fazer jus
a oportunidade que teve de EXISTIR



segunda-feira, 25 de maio de 2009

Estréia



Primeira postagem e nada a dizer.
Então pq eu criei esse blog? hauhauahuahaua
Brincadeira =p na verdade tenho muito a dizer sim, embora eu não seja muito boa com as palavras, tentarei fazer deste espaço um local onde eu possa falar o que eu penso, faço e passo na vida =]
O julgamento me incomoda, mas espero que não me trave.
De início vou apenas postar um poema que me define (no momento), o que já é um começo (eu acho!):

Não sei quantas almas tenho
Não sei quantas almas tenho.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem acabei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não tem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é,
Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem;
Assisto à minha passagem, Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.
Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser.
O que segue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo :
"Fui eu ?"
Deus sabe, porque o escreveu.

Fernando Pessoa